sábado, 18 de maio de 2013

Trabalhadores rurais denunciam grilagem de terras em São Raimundo das Mangabeiras

A direção do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de São Raimundo das Mangabeiras (STTR) e a Fetaema (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado do Maranhão), através de seu representante, o Senhor Joaquim Alves de Sousa, secretário de politicas agrícolas e meio ambiente e do assessor jurídico, Dr. Diogo Cabral, participaram, na manhã do dia 17 de maio, de Audiência Pública realizada na Câmara de Vereadores de São Raimundo das Mangabeiras para tratar sobre os conflitos agrários instalados na Data Ipoeira. A audiência contou também com a presença do Mistério Público Estadual, representado pelo promotor Renato Igor Vitorino Aragão, da Assembleia Legislativa, representada pelo deputado Bira do Pindaré (PT), representantes de entidades da sociedade civil, vereadores e vários trabalhadores rurais.


“O STTR apresentou dados e documentos que demonstram indícios de fraude e grilagem de terra com a conivência direta do Estado, através do Iterma que emitiu títulos de terra para quem nunca morou no Maranhão. Durante a audiência ficou clara a falta de compromisso do Estado em promover a distribuição de terras a quem realmente precisa, visto que transferiu de maneira ilegal quase 4.000 ha de terra para laranjas e grileiros de terra do sul do Brasil”, diz informe do sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Raimundo das Mangabeiras, publicado por “Mara Lima”, no Facebook.



Trabalhadores denunciam que terras estão sendo griladas em São Raimundo das Mangabeiras com a conivencia do estado. 
Trabalhadores rurais, câmara municipal, Assemblêia Legislativa e ministério público participam de audiência sobre indicios de grilagem de terras em São Raimudo das Mangabeiras.

O que é Grilagem?


Fonte:wikipedia

Grileiro é um termo que designa quem falsifica documentos para, de forma ilegal, tornar-se dono por direito de terras devolutas ou de terceiros ou ainda quem está na posse ilegal de prédios ou prédios indivisos, por meio de documentos falsificados.

O termo provém da técnica usada para o efeito, que consiste em colocar escrituras falsas dentro de uma caixa com grilos, de modo a deixar os documentos amarelados (devido os excrementos) e roídos, dando-lhes uma aparência antiga e, por consequência, mais verossímil.

Também é utilizada quando uma pessoa consegue várias procurações falsas de pessoas desconhecidas, geralmente camponeses que assinam os papéis para seus "patrões". Com estes documentos falsos é realizada a compra de várias propriedades vizinhas, como se fosse um grande loteamento. Porém, na verdade estas várias propriedades unidas formavam um grande latifúndio.
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