quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

IFMA Campus Mangabeiras conclui capacitação em escolas do Município


Propondo formas inovadoras de estimular o aprendizado em sala de aula, o projeto de extensão “Metodologia no Ensino de Ciências e Matemática” encerrou no dia 5 de dezembro (terça-feira) oito meses de atividades em 2017, com uma confraternização entre os participantes. Realizado pela parceria entre a administração municipal e o campus do IFMA em São Raimundo das Mangabeiras, o curso de formação inicial e continuada (FIC) teve o objetivo de capacitar professores da rede de ensino local em novas metodologias e tecnologias voltadas para o ensino das disciplinas, de forma contextualizada e interdisciplinar.


“O curso veio com o intuito de quebrar o mito de que aulas de Ciências e Matemática não podem ser realizadas de forma lúdica e dinâmica”, afirmou a coordenadora Jeanette Rego. Segundo ela, a iniciativa foi inovadora, e abriu caminhos para que os professores dessas disciplinas nas escolas municipais mangabeirenses pudessem refletir sobre sua prática pedagógica e o processo de ensino-aprendizagem na sala de aula.

Também na coordenação, Benjamim Cardoso da Silva Neto considerou que a formação do professor passa por diversas instâncias: institucionais, governamentais, temporais, e até emocionais. Ele informou que o projeto de extensão foi desenvolvido por um grupo de docentes do Campus Mangabeiras, com a intenção de alcançar os professores do Ensino Fundamental. Sobre sua atuação como professor de Matemática, Benjamin Cardoso disse que procurou abordar as tendências do ensino da disciplina e teorias da aprendizagem, que têm muita força nas pesquisas acadêmicas. “Levando sempre a ideia de que o professor, para ser professor, deve sair da zona de conforto do ensino tradicional e deve buscar novas estratégias de ensino, para deixar um ensino adormecido para um ensino mais atraente e produza significado para os alunos”, observou o docente, ressalvando que mudanças na prática não são uma tarefa fácil, devendo-se tornar um hábito, objeto de reflexão e pesquisa.

Rosimiro Araújo do Nascimento, chefe do Departamento de Ensino Básico, Técnico e Políticas Especiais (DEBTPE), avaliou que o curso FIC gerou um impacto bastante positivo no município, pois conseguiu formar 40 professores da rede pública, que atuarão como multiplicadores da proposta do projeto ao alcançar centenas de alunos das escolas municipais. “Foi sem dúvida uma parceria bastante produtiva entre o Campus Mangabeiras e a prefeitura municipal, através da SEMED [Secretaria de Educação]”, disse o gestor.

Para a professora de Biologia Ludymila Brandão Motta, o curso voltado para as questões metodológicas do ensino de Ciências e Matemática era um anseio dos docentes do Campus Mangabeiras para estreitar as relações com professores de outras instituições da cidade. “Foi uma experiência em que tivemos a possibilidade de trocar informações sobre estratégias de como atender nossos alunos cada vez mais com excelência”, disse ela, manifestando a expectativa de que esse relacionamento entre pares se estreite ainda mais com a parceria em outros projetos, bem como pela participação de turmas escolares mangabeirenses nos espaços do Campus.

Também da área de Biologia, o professor Rafael Fonseca Zanotti se referiu à iniciativa como uma “experiência gratificante”, e reforçou que o curso de capacitação tivesse promovido a maior integração e trocas de saberes entre professores nos níveis de ensino médio e fundamental. Ele destacou o empenho dos professores da rede municipal, em especial do Vale Verde e Morro do Chupe, que durante os oito meses de curso, nas noites de segunda-feira, mantiveram a assiduidade e motivação.

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