sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

IFMA Campus São Raimundo das Mangabeiras desenvolve setores produtivos diversificados


Com marcante vocação para a oferta de cursos na área das Ciências Agrárias, o campus do IFMA em São Raimundo das Mangabeiras reforça o aprendizado do corpo discente com a aplicação de uma variedade de tecnologias voltadas para os setores do campo.

Um dos destaques é o chamado “Sisteminha”, uma tecnologia de produção integrada de alimentos. Desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), essa solução tecnológica consiste na integração da piscicultura com o cultivo de hortaliças e outras culturas escolhidas pelo produtor. “O Sisteminha é uma tecnologia desenvolvida primordialmente para combater a fome”, considerou o professor Pedro Felipe Ribeiro Araújo, coordenador dos cursos de Agropecuária e Meio Ambiente, e responsável pela implantação do sistema no Campus Mangabeiras.


Sobre o funcionamento da tecnologia, Pedro Araújo explicou que o tanque de peixe gera nutrientes através das sobras de ração e fezes das espécies para a água, que normalmente são perdidos para o meio ambiente. Como o Sisteminha integra o tanque às culturas vegetais, evita-se esse descarte, pois os nutrientes são aproveitados pelas plantas, agregando valor à produção de alimentos e garantindo soberania alimentar aos produtores e usuários.

Os setores bovino, caprino, avícola e aquícola já estão disponíveis para a utilização pelos alunos em aulas práticas. O núcleo de bovinos se situa na Fazenda Paraíso, anexo ao prédio central do IFMA. Segundo Rafael Soares dos Anjos, médico veterinário do Campus Mangabeiras, na propriedade se cria gado de corte e leite, para uso nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. “São práticas rotineiras no setor de bovinos: vacinação, vermifugação, aplicação de mosquicida, marcação, estimativa de idade e peso, ezoognósia”, disse ele, informando que a estrutura do setor dispõe de curral para manejo dos animais, além de 6 hectares de pastagem cultivados para a alimentação do gado.



Construído no próprio Campus, o aprisco (espécie de curral) já conta com 15 animais, sendo três ovinos e 12 caprinos. Eugênio José Ferreira da Silva, técnico em Agropecuária, explicou que a estrutura, do tipo ripado suspenso, tem capacidade para 80 animais, sendo composta de curral de manejo com divisões, além de um brete (compartimento onde se retém o gado com segurança para exames e tratamento veterinário, ou para ser marcado) para as aulas práticas com os alunos. “A construção do aprisco começou com a política de parceria com diversas instituições”, disse o técnico, referindo-se ainda à doação de 10 metros cúbicos de madeira pela unidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Piauí.



Quanto às unidades pedagógicas de avicultura (postura e corte), servem de apoio às aulas práticas de disciplinas do curso Técnico em Agropecuária, além de campo de estágio para os alunos e apoio à pesquisa. “Vale ressaltar a importância do setor como vitrine tecnológica para a agricultura familiar local”, observou Glenda Lima de Barros, médica veterinária do Campus Mangabeiras. Ela ressaltou que a avicultura de corte e postura tem importância significativa na produção de proteína animal, pois a carne de frango e ovos de galinhas são responsáveis por mais de 30% do total de proteína animal consumida no mundo, de acordo com dados da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês).

Atualmente, o setor avícola do Campus Mangabeiras reúne 200 aves poedeiras e 150 aves de corte, adquiridas por compra institucional a partir do planejamento do setor. A origem das poedeiras é da linhagem GLB Brown, caracterizada pela rusticidade e alta produtividade de ovos. Já as espécies de corte compreendem as raças “pescoço pelado” (PSC), a mais criada no Brasil e de fácil manejo para criatório a campo, e “pesadão vermelho” (CPK), que apresenta ótimo ganho de peso em relação ao consumo de ração.

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