quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Morre Baltazar Barros, liderança sindical de São Raimundo das Mangabeiras

Baltazar durante posse da Diretoria do STTR, em Setembro de 2015.
Baltazar Barros, liderança sindical de São Raimundo das Mangabeiras, faleceu na manhã desta quarta-feira, 17, em São Luis. Ele vinha lutando contra problemas de saúde há algum tempo.

Baltazar atuava pelas causas da agricultura familiar, foi Secretário de Políticas Agrícolas do STTR (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de São Raimundo das Mangabeiras) e Atualmente era o presidente da COOPEVIDA (Cooperativa Agroecologia pela Vida de São Raimundo das Mangabeiras).

Atualizada dia 20/02/2016 com Informações repassadas pela família para registro histórico

O sindicalista estava internado em São Luís desde o início de janeiro e teve insuficiência respiratória.

Morreu às 05:20 AM de quarta-feira (17), após 57 anos e 11 dias. Vinha lutando contra uma neoplasia maligna desde dezembro de 2014. Já havia sido internado no início de 2015 e novamente no dia 7 de janeiro de 2016.

Com auxílio econômico de amigos, familiares e políticos de São Raimundo das Mangabeiras foi enviado urgentemente à capital no início de 2015. Após uma série de náuseas, rejeitado pelas UPAs, enviaram-no ao Socorrão de São Luís. No entanto, Joaquim Alves, Secretário de Política Agrícola e Meio Ambiente da FETAEMA, acionando diretamente o secretário de Estado de Comunicação e Assuntos Políticos do Maranhão, Márcio Jerry Barroso, conseguiram uma vaga no Hospital Geral de São Luís dia 05/02/2015. Tempos depois fizeram uma cirurgia paleativa de remoção do estômago, partes do intestino, do fígado, do pâncreas; porém, a doença se alastrava rapidamente e diagnósticos revelaram o acúmulo de água no pulmão. Durante o ano de 2015, quando no Hospital Geral do Câncer, em São Luís, foi submetido a 25 sessões de radioterapia e 23 de quimioterapia.

Em janeiro de 2016, o diretor do hospital, Dr. Zé Maria, conversando com o cirurgião Dr. Itaguaci, numa segunda cirurgia não realizada, afirmaram que "infelizmente, a medicina não poderia mais fazer nada pelo senhor Baltazar", pois a doença havia se espalhado drasticamente chegando ao estado de falência múltipla dos órgãos.

No início de fevereiro, Baltazar gravou dois vídeos de despedida. Nos últimos cinco dias de vida enfraqueceu gradativamente: perdeu os movimentos das pernas, braços, a visão, sem conseguir fechar os olhos, tocir, além da insuficiência respiratória que o deixava de 15 a 35 segundos sem respiração por dezenas de vezes nos seus últimos 2 dias. Ademais, respirava somente pela boca com auxílio de uma bomba de oxigênio, ressecando a boca ao ponto de rasgar, ferir, desde o céu da boca à garganta.

Esteve por quase dois meses sem alimentação sólida por não conseguir digerir. Nos últimos instantes, um acúmulo de sangue fétido na garganta o sufocou, levando-o a um óbito agonizante e silencioso.

Baltazar participou da organização e mobilização popular para a Feira de Agricultura Familiar, juntamente com Zé Filho e Aldecir Pereira. No dia 06/01/2016, sendo o presidente da COOPEVIDA, assinou o convênio (nº 010/2015) entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar - SAF e a Cooperativa Agroecológica Pela Vida de São Raimundo das Mangabeiras, objetivando a construção de uma agroindústria de polpa de frutas do cerrado maranhense. Ajudou a implementar e consolidar a PNAE no município e estendeu o fornecimento de produtos da agricultura familiar na alimentação escolar para Sambaíba e Loreto. Além disto, trabalhou no cadastro de 112 famílias para serem contemplados pelo PNHR, e mediou vários conflitos agrícolas, inclusive na Agro Serra.

O Corpo de Baltazar foi velado no STTR de São Raimundo das Mangabeiras e enterrado no Cemitério Municipal após as 17h do dia 18 de fevereiro de 2016, ao lado da tumba de seus pais - José Luíz de Barros e Basilícia Ferreira Sandes.

Deixou Eliana de Sousa Cavalcante Barros (a esposa) e dois filhos maiores. A família disse estar indescritivelmente grata, e que jamais conseguirá retribuir o que amigos, a equipe do Hospital Geral, a família Barros e, especialmente, o que a família Balaio fez por eles.]

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