domingo, 28 de maio de 2017

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta é tema de dia de campo em São Raimundo das Mangabeiras


A Embrapa Meio-Norte, em parceria com a Embrapa Cocais e a Agropecuária Santa Luzia, realiza, no dia 02 de junho, o dia de campo sobre Sistema ILPF e apresentação do boi Tropical para a região Matopiba. O evento acontece na Unidade de Referência Tecnológica (URT) do Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, implantada na propriedade, situada em São Raimundo das Mangabeiras – MA, há 12 anos.

O evento será dividido em estações, com os seguintes temas: Estratégia de produção, resultados médios de doze safras e impactos na URT de ILPF na Agropecuária Santa Luzia; Benefícios do sistema ILPF no solo; Formação de pasto para utilização por pisoteio na entressafra, produção de silagem e feno e Boi Safrinha no sistema de ILPF; Apresentação do Boi Tropical (cruzamento Curraleiro Pé-duro x raças comerciais) e emissão do gás metano pelos bovinos e ILPF como alternativa para o desenvolvimento do agronegócio do Meio-Norte brasileiro.

Na Agropecuária Santa Luzia, a produtividade, na década de 90 era, em média, de 40 a 42 sacas de soja, e de 90 a 100 sacas de milho por hectare. Com a implantação do ILFP, há 11 anos, as médias aumentaram para cerca de 60 sacas de soja e 160 sacas de milho por hectare.

A fazenda se tornou, após várias safras, referência em ILP e ILPF na região, adotando uma estratégia de produção com um plano de rotação e de ocupação intensiva dos seus 5.950 ha. Assim, no período das chuvas, realiza a 1ª safra com soja e milho+forrageiras, ficando o restante da área com pastagem permanente, eucalipto, acácia mangium e a Área de Preservação Permanente (APP). Após a colheita da soja, faz a safrinha com milho+forrageiras na área da primeira janela de plantio; sorgo granífero e feijão comum ou feijão-caupi na área da segunda janela de plantio e milheto e Braquiária ruziziensis em sobressemeadura da soja da última janela de plantio, completando o uso da área na entressafra com terminação de bois na pastagem oriunda do consórcio, além do eucalipto, acácia mangium e a Área de Proteção Permanente (APP).

“Ao longo dos anos observou-se um incremento de 130% da produção, considerando-se a 1ª safra e safrinha, em comparação com o que era produzido antes de ser validado e utilizado o ILP na fazenda, sem contar os rendimentos do componente florestal que deve ocorrer em 2016”, explica Marcos Teixeira, coordenador do projeto de transferência de tecnologia em ILPF na região do Matopiba.

Fonte: Embrapa

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