quarta-feira, 7 de maio de 2014

Servidores do IFMA iniciam greve em São Raimundo das Mangabeiras


Servidores do Campus do IFMA de São Raimundo das Mangabeiras entraram em greve nesta quarta-feira, 07. A greve foi decida em reunião realizada no dia 29 abril e faz parte do movimento paredista dos trabalhadores (professores e técnico-administrativos) da Rede Federal de Educação Básica, Profissional e Tecnológica e está sendo organizada pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE).

Para iniciar a greve, os servidores se reuniram em frente a instituição. O ato também contou com a presença de alguns estudantes.

Dentre as reivindicações dos servidores, está a não precarização da expansão do IFMA, segundo informou Ione Arouche, que faz parte do comando de greve.

“A rede tem se expandido, são mais de 20 campi espalhados pelo estado do Maranhão, só que, o que é que nós estamos lutando? é que aja essa multiplicação de instituições, mas que, também, aja uma multiplicação de um ensino de qualidade e não é isso que nós estamos vivendo”.

Ione denunciou que, “os campi estão sendo construídos”, e que, no caso de São Raimundo das Mangabeiras, os professores começaram a dar aulas com a obra inacabada, sendo que haviam salas “sem um ventilador”.

“Viemos para a sala de aula sem um ventilador na sala, sem ar condicionado. Agora sim, nós já temos, mas vários alunos passaram por um ano letivo inteiro estudando em condições precárias”. Quanto aos problemas ainda não solucionados no Campus está a falta do refeitório, alojamento, laboratórios, dentre outros.

“Nós temos curso, por exemplo, como o de biologia, que era, desde o primeiro período, para ter um laboratório em funcionamento. A nossa primeira turma, que já está no 5º período, ainda não teve essa experiência, nós temos que sair daqui para ter aulas em São Luis, passando por perigos na estrada, passando por situações de muito cansaço, a aula não rende tanto como se fosse aqui mesmo no campus, como deveria ser”, denunciou Ione.

Os grevistas consideram insuficiente também o número de servidores para atender as necessidades do campus. Eles pedem que sejam abertas mais vagas em concursos.

“Nós trabalhamos com um quadro muito reduzido. Então, é preciso que abram concurso para muito mais servidores. Esse concurso que tem agora é uma quantidade mínima que ainda não vai satisfazer a necessidade de toda a demanda de serviço, tanto pra docente quanto pra administrativos”, informou Ione.

Nesta quinta-feira, 08, os grevistas realizarão, às 15 horas, uma audiência pública na Câmara de Vereadores. Além dos servidores estão sendo aguardados estudantes, país e a comunidade como um todo para participarem da audiência.

Para Ione, “é de grande interesse que a comunidade participe e entenda que a nossa luta não é individual, não é uma luta egoísta... É uma luta coletiva. Essa luta é de todos nós”.

 



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